top of page

Entrevista com Luzia Inês Martins, classificada em segundo lugar no concurso literário da AJEB-MG

Leia a entrevista completa com a autora.



Luzia Inês Martins é escritora, com vários livros publicados, desde contos e poemas até romances e literatura infantil. Entre os seus principais títulos está o livro O Jardim, que "...é uma história que nos alerta sobre um tema que marca profundamente a vida de crianças: a violência sexual."


Luzia já palestrou em vários eventos literários e tem feito a diferença nas escolas de Minas Gerais, estado onde reside, como escritora convidada. Durante os eventos, além de contar mais sobre o seu trabalho literário, Luzia também declama alguns de seus textos e interage com os participantes.


Entre os resultados conquistados, Luzia recebeu a distinção anual "Prêmio Edições e Publicações de Literatura 2024", um reconhecimento nacional pela excelência de seu trabalho literário na área da poesia e, mais recentemente, foi classificada em segundo lugar no concurso literário da AJEB MG (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – Coordenadoria MG).


Leia a entrevista completa com a escritora Luzia Inês Martins


1. Como foi o início da sua história de vida?


Dos meus primeiros anos de vida, dos quais me lembro ou que são relatados por familiares, fica evidente a figura de uma menina frágil, com problemas rotineiros de saúde, que talvez justifiquem o corpo franzino que sempre tive.


Insegura e cheia de medos, enfrentei, nos primeiros anos escolares, o preconceito de colegas e de alguns professores que pensavam possuir uma condição financeira melhor do que a de minha família. Ser filha de fazendeiro era ser vista como uma “menina da roça”.


Tive que aprender a prosseguir entre eles, pois era uma criança que conseguia tirar notas, muitas vezes, melhores do que as dos demais. Por isso, sempre estudei nas turmas “selecionadas”, ou turma A, como eram nomeadas naquela época.


Cresci mediante uma luta que travei comigo mesma, no intuito de vencer meus temores e minha timidez, principalmente no que diz respeito a falar em público. Até pouco tempo, “tremia, literalmente!”


2. Quando foi que você percebeu que poderia ser uma escritora?


Em meio ao meu silêncio interior, na necessidade de falar para e com as pessoas, fez nascer a menina poeta que também gostava de escrever histórias. Sempre ouvi de meus familiares, principalmente de minha mãe, que eu era muito sonhadora. Assim, entre sonhos e realidades, surgiam minhas redações, que adorava escrever nas aulas, ainda no primário. Meus poemas começavam a aparecer, tímidos e simples, como a autora.


O desejo de escrever impulsionava minha vida como o sangue a jorrar em minhas veias, revigorando minha existência. Assim, na adolescência, já havia escrito, à mão, dois dos meus primeiros romances. Nesta época, com apoio, consegui publicar um livro de poemas e o meu primeiro romance.


Ciente dos desafios para publicar um livro e absorta com o meu trabalho, acabei deixando os outros romances e escritos guardados até que, no período da pandemia da COVID-19, resolvi publicá-los.


3. O que você sente quando está escrevendo?


Prosseguir escrevendo e publicando meus escritos é o que hoje me motiva e preenche de vida e alegria o meu ser. Escrever, para mim, é ter a missão divina de espalhar “sementes de amor e luz”. É uma grande bênção que pretendo honrar, na tentativa de oferecer aos leitores escritos que agreguem valores éticos e morais. Sinto-me feliz e grata por acreditar que esta é mais uma missão que Deus me confiou.


4. Quantos livros você já tem escrito? Pode falar um pouco sobre cada um deles?


Já publiquei um livro de poemas, dois contos, dois livros infantojuvenis e três romances.

Tenho, ainda a serem publicados, três romances, um livro de poemas e contos para o público adulto e infantil.


Em meus contos, poemas, romances e histórias, evidencio valores essenciais que visam à construção de uma sociedade mais humana e igualitária, como também o meu amor e respeito para com a nossa mãe natureza, onde me sinto viva, acolhida, em paz, e que também muito me inspira.


5. Quais são as suas principais referências?


Encontro inspiração entre escritores e livros de histórias fantásticas! Dentre essas histórias, cito O Menino do Dedo Verde, O Pequeno Príncipe, O Jardim Secreto, A Menina e o Pássaro Encantado. Ah! Rubem Alves é, com certeza, um dos meus escritores favoritos!


Entretanto, quem nunca se apaixonou por um dos escritos de Ruth Rocha? Machado de Assis? Graciliano Ramos? Érico Veríssimo? Carla Madeira? Conceição Evaristo? Carolina Maria de Jesus e tantos outros mais? Quem nunca se encantou pelos poemas de Cecília Meireles? Carlos Drummond de Andrade? Vinícius de Moraes e Roseana Murray? Creio que a minha paixão pela literatura me cativa e me aprisiona cada vez mais. Esta é uma prisão tão encantadora que dela não pretendo sair.


Para fazer jus a esta tão importante profissão, muitas vezes desvalorizada, procuro pesquisar, estudar, ler e me aperfeiçoar cada vez mais. Participo de alguns grupos de escritores do Brasil. Dentre esses grupos, cito o Alerta Literário, que foi um importante marco a partir do momento em que assumi a minha profissão de escritora. Neste grupo, existem trocas riquíssimas entre os seus membros. Aqui, aprendo e cresço cada vez mais. Foi neste grupo que me certifiquei da importância de participar de concursos literários.


6. Como foi a experiência de ficar em segundo lugar no concurso literário da AJEB MG (Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil - Coordenadoria MG)?


Ao participar de alguns concursos literários, tive a alegria de obter bons resultados que me encorajam a participar cada vez mais. Tenho dois poemas finalistas em concursos, como também um texto classificado em primeiro lugar — todos a nível nacional. A mais recente premiação é o segundo lugar, na categoria contos, a nível nacional, no concurso da AJEB MG, Vozes Libertas.


Esta premiação é uma experiência indescritível e maravilhosa, que me enche de alegria, gratidão e motivos para seguir em frente, acreditando que sou capaz; que posso prosseguir. Não há nada mais valoroso para um escritor do que saber que seu texto foi escolhido dentre outros belíssimos, valiosos e dignos de honrarias. Nos traz a doce e terna sensação de que estamos trilhando o caminho certo.


7. Considerações finais


Registro aqui a importância de acreditarmos em nosso potencial, buscando crescimento profissional através, principalmente, de leitores críticos para nossas obras, como também a importância de averiguar as editoras, visando encontrar aquelas que são verdadeiramente sérias e comprometidas com as obras dos escritores.


Ressalto a importância da humildade em acolher as críticas, que são fundamentais para que possamos colocar nas mãos dos leitores obras valorosas e de qualidade. Deixo o meu Instagram (@escritoraluzia) para que possam conhecer e acompanhar o meu trabalho. Um sincero abraço a todos!


Saiba mais sobre a autora em @escritoraluzia

Comentários


bottom of page