Entrevista com Sandra Lugli, vencedora do Prêmio Laurel Verbum de Literatura
- Rafael Moraes
- há 3 horas
- 12 min de leitura

O que faz um conto permanecer vivo na mente do leitor muito depois que o livro é fechado? Em um mercado que costuma exigir ritmo acelerado, ganchos instantâneos e respostas fáceis, a literatura que aposta no silêncio, na pausa e no não dito pode parecer um ato de coragem.
É exatamente nessa fronteira — onde o entretenimento encontra a densidade literária — que se posiciona o trabalho da escritora Sandra Lugli. Vencedora do Prêmio Laurel Verbum com a obra Uma Tênue Linha... entre Ilusão e Realidade, a autora vem conquistando espaço no mercado literário ao provar que a leveza da linguagem não precisa abrir mão da profundidade emocional.
Nesta entrevista exclusiva, Sandra compartilha os bastidores do seu processo criativo: revela por que prefere ignorar certas "regras de ouro" da escrita de contos, explica como transforma cortes de texto em uma verdadeira curadoria de sentido e reflete sobre o papel da ancestralidade em suas histórias. Além disso, ela faz uma provocação necessária para quem busca na escrita de contos apenas um "treino" para o romance.
Acompanhe essa entrevista inspiradora e descubra como a sutileza pode ser a ferramenta mais poderosa para criar narrativas inesquecíveis.
1. Sandra, a literatura de entretenimento tem a missão quase obrigatória de fisgar o leitor desde a primeira linha, e no conto o espaço para fazer isso é reduzido. Qual é o seu segredo técnico para construir um começo irresistível sem gastar páginas com contextualização?
Rafael, posso começar expressando meu agradecimento? Não se trata apenas de ser incluída neste espaço e de ter sido escolhida para esta entrevista. É um agradecimento que vai além, pelo impacto do seu trabalho em minha jornada. A cada aula, você me oferece conhecimento e oportunidades valiosas, e seu acompanhamento tem sido fundamental para o desenvolvimento da minha carreira.
Vamos lá, estou pronta para me aventurar nas suas perguntas!
Primeiro, é interessante notar que a literatura de entretenimento é vista como distinta da literatura clássica. Enquanto a clássica inova, subverte expectativas e desafia o intelecto, a literatura de entretenimento oferece uma experiência divertida, alinhada com o que o leitor busca sentir no momento.
Eu transito entre esses dois mundos. Como leitora, desejo ser entretida, aprecio textos que me façam refletir, que me ofereçam oportunidades de crescimento intelectual, mas sem necessariamente expor cruezas. Como escritora, procuro revelar beleza mesmo nos momentos mais desafiadores, mais duros da vida. No meu livro Uma Tênue Linha...entre Ilusão e Realidade, induzo o leitor a refletir sobre os conceitos de ancestralidade, insinuando o quanto a vivência de nossos ancestrais nos define, moldando nossa procura por identidade.
Propus meu livro a um concurso de Literatura de Entretenimento, e foi escolhido o conto “Os Sócios” como representante do inteiro livro. Neste conto, não busquei apenas narrar a vida de Celso e Thiago; procurei criar uma atmosfera que fizesse o leitor se reconhecer em suas escolhas, mesmo que nunca tenha vivido na periferia de São Paulo. É esse espelhamento, entre o cotidiano da personagem e a sensibilidade do leitor, que transforma a leitura em memória. É um conto social, leve na linguagem e respeitoso com o leitor, ainda que dialogue com temas sérios e muito fortes. Embora a temática social pareça distante da literatura de entretenimento, justamente são as características mencionadas que permitiram que meu livro ganhasse o primeiro lugar.
E aqui vai uma revelação: gasto sim, páginas em contextualização e não sigo a regra de fisgar o leitor logo na primeira linha. Prefiro construir cenários e personagens, convidando o leitor a caminhar comigo até o clímax. Meus finais se aproximam da reviravolta, enquanto os começos guardam silêncio e expectativa. Acredito ser esse o caminho para que o leitor aceite e se posicione diante de minhas histórias, sem revelar tudo, sem explicitar tudo, mas convidando o leitor a refletir.
Pode até coincidir com a estrutura típica de um romance, mas contos clássicos de diversas escolas literárias, inauguradas a partir das inovações trazidas por Anton Tchekhov, aclamado como o pai do conto moderno, mostraram que a profundidade pode existir em qualquer formato. Tchekhov tornou o estilo mais enxuto, voltou o olhar para o cotidiano, trouxe sutileza em recortes quase cinematográficos e deu voz ao que acontece nos silêncios, mais do que nas ações explícitas. Ele revelou que a narrativa pode nascer justamente da sutileza e do que parece, à primeira vista, banal.
Eu sigo nessa linha: escrevo contos que não obedecem a regras fixas, mas que respeitam profundamente o intelecto e a sensibilidade do leitor.
2. O Prêmio Laurel Verbum reconheceu seus contos. Na sua visão, o que diferencia um conto de entretenimento que apenas 'passa o tempo' de um conto que se torna inesquecível e digno de prêmio?
Essa é uma pergunta que me interessa particularmente, até porque coloca meu livro Uma Tênue Linha numa fronteira curiosa: fui reconhecida por um prêmio de literatura de entretenimento, mas meus contos não nasceram para "passar o tempo", eles não se esgotam quando o leitor fecha o livro. Eles nasceram para ficar, para deixar uma marca, porque tocam em algo essencial da experiência humana. Eles se tornam parte da vida do leitor, como um eco em suas memórias e um convite à reflexão.
Um conto de entretenimento cumpre sua função no momento da leitura e depois se dissolve: ele preenche um espaço e distrai, alimentando a imaginação do leitor.
É literário aquele conto que, por conter verdades emocionais, com as quais o leitor se conecta, pela sutileza narrativa de não entregar tudo de forma explícita e pela fluidez de linguagem, continua trabalhando dentro do leitor, depois que o livro é fechado, deixando uma pergunta em aberto, um silêncio que incomoda, uma cena que volta à mente dias depois, sem motivo aparente.
Mas não há nada que impeça um conto de se tornar inesquecível, seja ele de entretenimento ou um conto literário.
A linguagem também desempenha um papel crucial. Um estilo que é ao mesmo tempo acessível e poético pode elevar a experiência de leitura, tornando os momentos mais simples profundamente significativos. Assim, mesmo em um conto breve, os sentimentos de tristeza, alegria ou esperança podem ser explorados de maneira que o leitor sinta essa emoção de forma visceral.
Como disse acima, meus contos não obedecem às regras do entretenimento tradicional, mas respeitam profundamente o intelecto e a sensibilidade de quem lê. Talvez seja por isso que este prêmio tenha um sabor especial para mim: ele reconhece que é possível emocionar e reter um leitor sem abrir mão da densidade literária.
Prova que entretenimento e profundidade não são, necessariamente, opostos.
Portanto, a meu ver, qualquer classificação de conto que cumpra a tarefa de distrair, de entreter sem lançar mão de profundidade, pode ser um conto premiado. Porque é uma experiência que continua reverberando muito depois da última linha, ressonando com o leitor em níveis mais profundos, desafiando o leitor a reconsiderar suas próprias perspectivas ou a se conectar emocionalmente com a história. 3. Existe um preconceito bobo de que a literatura de entretenimento é 'superficial'. Como você equilibra a leveza e a fluidez necessárias para entreter com a profundidade que uma narrativa premiada exige? Essa pergunta parte de uma falsa dicotomia. A leveza não é inimiga da profundidade, mas é, muitas vezes, o que permite que a profundidade chegue ao leitor sem resistência. E o preconceito de que entretenimento é sinônimo de superficialidade é, de fato, pedante: superficialidade não é sinônimo de leveza, assim como densidade não é sinônimo de tédio.
A profundidade não depende de grandes acontecimentos. Ela pode tirar o foco da ação explícita e colocar no que não é dito: no gesto contido, no silêncio entre duas falas, no cotidiano aparentemente banal. Um conto pode ser inesquecível não pelo que resolve, mas pelo que sugere.
No meu caso específico, talvez eu resolva essa equação de um jeito um pouco diferente do que a pergunta sugere. Meus contos não competem com as regras do entretenimento tradicional, não tento prender o leitor com reviravoltas ou ritmo acelerado. Uso surpresas e reviravoltas para iluminar aspectos da vida ou da condição humana. Gosto de prender o leitor com silêncio, com o não dito, com o cotidiano que de repente revela algo maior. É essa economia de meios, essa recusa em explicar tudo, que acaba gerando fluidez: um texto que acompanha o leitor tende a fluir muito bem na leitura, mesmo sendo denso por dentro.
E eu confio no leitor. Deixo espaços, silêncios, coisas não ditas; é esse vazio bem calculado que cria o ritmo e, ao mesmo tempo, a leveza, sem que eu precise abrir mão de nenhuma camada de sentido. Se isso soa "leve", é porque a sutileza, bem trabalhada, nunca pesa: ela apenas ressoa depois, quando o leitor já fechou o livro, levando-o a refletir sobre suas lições muito tempo depois de terminar a leitura.
4. No conto, cada palavra precisa justificar sua existência. Como é o seu processo de edição e corte? Você costuma escrever muito e ir enxugando, ou já escreve com foco na economia de palavras até chegar ao clímax?
Eu escrevo muito. Gosto de preencher os ambientes com cores, perfumes, texturas; de mostrar as personagens como um emaranhado de causas e consequências antes mesmo de chegar ao ponto central da história. Por isso, não economizo palavras logo de início, e não me preocupo com o tamanho do conto enquanto escrevo. Se preciso de mais espaço para expressar uma situação, eu o uso, sem culpa. É como pintar uma tela cheia, sem medo de excesso, para depois decidir, com calma, quais pinceladas realmente sustentam a composição.
O corte vem depois, na releitura, e são várias releituras, por sinal. Mas prefiro pensar nesse processo não como edição, e sim como curadoria: eu não corto por regra, corto por sentido. Realinho conceitos, ajusto ritmos, retiro uma frase ou outra. Mas só retiro o que está fora de contexto, o que não serve à cena ou ao personagem. O que sobra não é o mínimo, é o essencial.
E, na verdade, costumo fazer o oposto do que se espera de um conto enxuto: estendo o texto que antecede o clímax. Dou tempo para o leitor conhecer a personagem, entender suas contradições, seu emaranhado interno, porque é esse acúmulo que faz a reviravolta pesar. Penso nisso quase como uma poupança emocional: cada cena, cada detalhe sensorial que construo antes da virada é um investimento que o leitor vai "gastar" no momento do clímax. Se corto demais antes da virada, o leitor chega até ela sem intimidade suficiente com a personagem — e a reviravolta perde força.
Talvez meu processo seja menos sobre economia de palavras e mais sobre economia de sentido: cada palavra pode ficar, desde que esteja ali fazendo alguma coisa: construindo atmosfera, revelando caráter, preparando o terreno emocional para o que vem depois.
Esta abordagem, ao mesmo tempo que diverge, ela também dialoga com a tradição mais austera, criando uma marca autoral própria: fartura na construção, precisão no corte.
5. Em um romance, temos centenas de páginas para fazer o leitor amar ou odiar um personagem. No conto, você tem poucos parágrafos. Como criar personagens marcantes e tridimensionais em um espaço tão curto?
Da mesma forma que não economizo palavras, mas economizo sentido, faço o mesmo com as personagens: em vez de mostrar tudo sobre elas, escolho o que é indispensável. Um conto não precisa do personagem inteiro; precisa do fragmento certo dele, aquele que, sozinho, é capaz de sugerir o todo. É como olhar por uma fresta: você não vê o cômodo inteiro, mas o pedaço que vê basta para você imaginar o resto da casa.
Na prática, isso significa que eu não tento construir uma biografia completa da personagem, não há espaço para isso, e nem é essa a proposta do conto. Em vez disso, procuro um detalhe que revele tudo: um gesto, uma hesitação, uma escolha pequena que carrega o peso de uma vida inteira. Não é preciso contar o passado todo de alguém, basta escolher o instante certo em que esse passado se manifesta.
E esse instante quase sempre nasce de um pequeno atrito entre o que se espera e o que a personagem realmente faz: alguém que ri no momento errado, que hesita antes de responder algo simples, que guarda silêncio na hora em que todos esperariam uma reação. É nesse desencontro que mora a profundidade e é aí, também, que confio no leitor como coautor: no romance há tempo para explicar, no conto eu sugiro, e o leitor preenche as lacunas com sua própria experiência de mundo. É uma conversa que tenho com meu leitor.
Por isso, um personagem tridimensional, para mim, não é o mais detalhado, é o mais preciso. Aquele em que cada gesto mostrado carrega, silenciosamente, o peso de tudo o que não foi mostrado.
6. Muitos escritores que acompanham o blog lutam para conciliar a rotina com a escrita de projetos longos. Escrever contos ajudou você a manter a constância e a disciplina? Que conselho você daria para quem quer usar os contos como uma 'academia' para a escrita?
Meu conselho? Não faça isso. Se o conto for usado como "treino" para um dia escrever o romance, é melhor nem começar.
O que costuma acontecer é o seguinte: o escritor passa um bom tempo se dedicando ao conto, um gênero de público seleto, exigente, mas nichado, e, em determinado momento, sente-se pressionado pelo mercado a "evoluir" para o romance, como se este fosse um degrau superior e aquele, apenas um exercício preparatório.
Discordo profundamente dessa hierarquia. Conto não é academia de romance. É uma forma literária completa, com exigências e potências próprias. Basta olhar para grandes contistas como Tchekhov, Clarice Lispector ou Raymond Carver: nenhum deles precisou "evoluir" para o romance para ser reconhecido como grande escritor. O conto foi o projeto de vida deles, não uma etapa a superar.
Quem escolhe escrever contos não deveria fazer isso pensando em conciliar rotina com escrita, mas sim pela vontade genuína de entregar ao leitor sentimentos e momentos bem definidos, bem marcados, recortes de vida que, mesmo breves, sejam capazes de ecoar. A força do conto está exatamente aí: na possibilidade de o leitor, a partir de uma experiência curta e intensa, enxergar-se, identificar-se e levar consigo algo que o ajude a crescer.
E aqui vale separar dois conceitos que costumam ser confundidos: disciplina e rotina. Disciplina é constância interna: a relação que o escritor tem com o próprio ofício, independente do formato que escolhe. Rotina é estrutura externa, e essa sim é sequestrada pelo que vem depois do lançamento de um livro: agenda de entrevistas, divulgação, gestão da própria carreira, participação em prêmios e eventos, construção de autoridade, cursos de atualização, etc.
No meu caso, nem o conto nem o romance me ajudam mais ou menos a manter a disciplina, ela não muda com o gênero. Mas a rotina, essa sim, é igualmente afetada pelas obrigações que o próprio mercado literário fabrica, não importa se o livro é de contos ou um romance. O escritor precisa cuidar de tudo, do início ao fim, e é isso, e não o formato escolhido, que mais atrapalha o processo criativo.
Se alguém realmente quer "treinar" para escrever romances, que treine escrevendo rascunhos de romances. Não use o conto como desculpa.
7. Vencer o Prêmio Laurel Verbum é um marco enorme. Olhando para trás, qual foi o maior aprendizado que a Sandra 'pré-prêmio' precisou adquirir para que a Sandra de hoje vencesse? E o que muda na sua escrita daqui para frente?
Concordo, vencer o Prêmio Laurel Verbum está sendo um marco enorme para minha carreira. Saber que o próprio trabalho foi lido por um júri, colocado em confronto com outros estilos de escrita e de histórias, igualmente sofridas e amadas por seus autores, e imaginar que meus textos disseram algo a mais para aqueles jurados: tudo isso fornece ao escritor um estímulo e uma confiança muito importantes. Sou profundamente grata a esses jurados e ao idealizador do concurso, Ulisses Cobucci, por ter me escolhido.
Mas entendo também que, na avaliação dos textos, junta-se todo o trabalho feito pelo escritor para que aquele livro chegasse ao ponto em que chegou.
Ao prêmio, juntam-se as avaliações positivas de meus leitores, através do meu direct do instagram, @umatenuelinha; das avaliações 5 estrelas da Amazon, onde o livro está à venda na versão livro físico e e-book; no contato direto com o público nos vários eventos literários aos quais participo.
Por isso acredito que, quando recebemos um prêmio, ele reconhece o apanhado geral do percurso; não apenas a escrita em si, mas a maturidade de quem escreveu.
E é exatamente sobre maturidade que eu falaria ao pensar no maior aprendizado da Sandra pré-prêmio: segurança. Não a segurança de quem acha que já sabe tudo, mas a segurança de confiar no próprio olhar, de entender que a sutileza, o silêncio, a economia de sentido que sempre guiaram minha escrita não precisavam ser justificados ou explicados a mais ninguém. Antes do prêmio, eu escrevia um pouco na defensiva, como se precisasse provar que um conto "não comercial" merecia espaço. Hoje escrevo com a convicção de que esse espaço já é meu.
Já iniciei meu próximo livro, e sinto essa segurança presente em cada página, na confiança da minha escrita, na mensagem que quero entregar ao leitor. Porque agora sei que tenho leitores, pessoas que confiaram no meu silêncio e na minha sutileza, e não quero decepcioná-los. E esse próximo livro já nasce diferente; mais corajoso, porque nasce de uma escritora mais segura.
O que muda, daqui para frente, não é o meu estilo; continuo fiel à mesma linhagem, à mesma economia de sentido, ao mesmo respeito pelo que não precisa ser dito. O que muda é a intenção com que escrevo cada frase: antes, eu escrevia perguntando se aquilo "funcionaria"; hoje, escrevo sabendo que já funciona, e me permito ir ainda mais fundo, arriscar ainda mais na sutileza.
Se antes eu escrevia com medo do silêncio, hoje escrevo confiando nele.
8. Considerações finais
Antes de encerrarmos, gostaria de deixar um agradecimento sincero. Obrigada por esta conversa tão generosa, que me permitiu revisitar não só o percurso deste livro, mas o próprio sentido de escrever contos numa época em que tudo parece pedir pressa, ritmo acelerado, respostas fáceis. Obrigada também ao júri do Prêmio Laurel Verbum, por terem enxergado, num livro de contos, algo que talvez fugisse um pouco do esperado, e por terem me dado essa segurança que hoje carrego para tudo o que escrevo. E, principalmente, obrigada a cada leitor que chegou até aqui: vocês são a razão de eu continuar escolhendo o silêncio em vez do óbvio, a sutileza em vez da pressa.
Aproveito também para convidar quem está me lendo para o meu ciclo de palestras sobre Ancestralidade, que já começou e segue nos próximos meses. Se meus contos nasceram do cotidiano, do gesto contido, do que não é dito, a Ancestralidade é, de certa forma, o silêncio mais antigo que carregamos, aquilo que atravessa gerações sem precisar de explicação, mas que molda quem somos e o que escrevemos. Quero muito compartilhar essas reflexões pessoalmente com vocês, e ouvir também as histórias de ancestralidade de cada um. Será um prazer estar com vocês nessa turnê.
Muito obrigada, mais uma vez, por este espaço e por esta troca.

Entrevista realizada em julho de 2026*
